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"Seis de março de 1819: amanhece na cidade de São Paulo. O sol se estira sobre o quadrilátero das ruas próximas à Chácara dos Ingleses. Uma mulher envolta em seu longo manto de baeta negra caminha com pressa. Vinha, como dirá mais tarde ao juiz eclesiástico, da casa da prima. Numa esquina, ela, o marido e outro homem se encontram. Trocam-se insultos. De repente, estocadas cortam o ar. Não se sabe como a mulher sobreviveu ao ataque. Seria mais um caso de violência - uma das admitidas reações masculinas ao adultério das esposas -, não fosse ela a futura marquesa de Santos, aquela que incendiou de paixão e desejo o primeiro imperador do Brasil...".
Assim começa a matéria, assinada pela historiadora Mary Del Priore, sobre a paixão proibida de D. Pedro I, na edição de maio da revista NOSSA HISTÓRIA. Nela, a mesma autora traça um panorama sobre os amores lícitos e ilícitos do passado, tais como os que uniram Catarina Paraguaçu e Caramuru; Anita e Giuseppe Garibaldi; Marília de Dirceu e Tomás Antonio Gonzaga; Olga Benário e Luiz Carlos Prestes; Lampião e Maria Bonita; Juscelino Kubitschek e Maria Lúcia Pedroso; Chica da Silva e João Fernandes de Oliveira; Barão do Rio Branco e Marie Philomène Stevens e, ainda, a Condessa de Barral e D. Pedro II. É só conferir, imperdível!
Na mesma revista há uma reportagem de Priscilla Leal, sobre uma carta que revela que, depois de assinar a Lei Áurea, a princesa Isabel sonhava com reforma agrária e voto feminino. Dando um salto na linha do tempo, Maurício Barros de Castro fala sobre o ZICARTOLA, bar que marcou época na cultura do Rio de Janeiro, reunindo intelectuais e músicos nos anos 60.
É só uma sugestão, mas, eu garanto que vale a pena.