Tenho fases, como a lua.

Para todos aqueles que não são um só, aqueles que "têm fases como a lua".

Tenho fases, como a lua.

Para todos aqueles que não são um só, aqueles que "têm fases como a lua".
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Terra Blog

10.05.06

Os Grandes Casos de Amor do Brasil.

"Seis de março de 1819: amanhece na cidade de São Paulo. O sol se estira sobre o quadrilátero das ruas próximas à Chácara dos Ingleses. Uma mulher envolta em seu longo manto de baeta negra caminha com pressa. Vinha, como dirá mais tarde ao juiz eclesiástico, da casa da prima. Numa esquina, ela, o marido e outro homem se encontram. Trocam-se insultos. De repente, estocadas cortam o ar. Não se sabe como a mulher sobreviveu ao ataque. Seria mais um caso de violência - uma das admitidas reações masculinas ao adultério das esposas -, não fosse ela a futura marquesa de Santos, aquela que incendiou de paixão e desejo o primeiro imperador do Brasil...".

Assim começa a matéria, assinada pela historiadora Mary Del Priore, sobre a paixão proibida de D. Pedro I, na edição de maio da revista NOSSA HISTÓRIA. Nela, a mesma autora traça um panorama sobre os amores lícitos e ilícitos do passado, tais como os que uniram Catarina Paraguaçu e Caramuru; Anita e Giuseppe Garibaldi; Marília de Dirceu e Tomás Antonio Gonzaga; Olga Benário e Luiz Carlos Prestes; Lampião e Maria Bonita; Juscelino Kubitschek e Maria Lúcia Pedroso; Chica da Silva e João Fernandes de Oliveira; Barão do Rio Branco e Marie Philomène Stevens e, ainda,  a Condessa de Barral e D. Pedro II.  É só conferir, imperdível!

                                          

Na mesma revista há uma reportagem de Priscilla Leal, sobre uma carta que revela que, depois de assinar a Lei Áurea, a princesa Isabel sonhava com reforma agrária e voto feminino.   Dando um salto na linha do tempo, Maurício Barros de Castro fala sobre o ZICARTOLA, bar que marcou época na cultura do Rio de Janeiro, reunindo intelectuais e músicos nos anos 60.

É só uma sugestão, mas, eu garanto que vale a pena.

  • criado por  vania.teles criado por vania.teles
  • Postado em 07:44:57

08.05.06

Mudando de assunto...

Eu bem que avisei que as coisas aqui iriam mudar o tempo todo. Pesquei pra vocês, hoje, a letra de uma música que eu amo e que, apesar das gravações do 14 Bis e do Claudio Nucci eu preferia mesmo ouvir com o Invoquei o Vocal, em Brasília. Ô saudade! Pedi muito a Claudinha Telles que a gravasse, mas ainda não consegui o meu objetivo. Acho que falta perturbá-la mais um pouquinho.          

                                                                                                       

Espero que vocês gostem desta letra tanto quanto eu. Ela é emocionante.

                                                

TODOS NÓS
(Gijs Andriessen e Juca Filho)


Na calma de uma lua do Xingu
Debaixo do mistério do Equador
A história que um cacique me contou

Sozinho numa rua de Paris
O brilho aventureiro no olhar
Espíritos ciganos todos nós

O sol em Nova Deli de manhã
É o mesmo que ilumina Amsterdã
E brilha nas trincheiras do Irã

No frio solitário de um Iglu
O abraço companheiro de um amigo esquimó
E na verdade nunca estamos sós
O povo do planeta somos nós

Meninas lindas do Afeganistão
Crianças numa praia do Japão
O tai-chi nas praças de Pequim

Chorando coração da África
Na vibração dos filhos de Xangô
Cantando esperança, não a dor

No fundo todos deuses são iguais
As línguas e as religiões
Se encontram no bater dos corações

O povo do planeta somos nós
Vivendo juntos mais uma vez
E na verdade nunca estamos sós
No fundo todos homens são iguais

  • criado por  vania.teles criado por vania.teles
  • Postado em 23:13:47

Meu primeiro post...

E, pra começar, fazendo uma homenagem a todos os meus amigos, resolvi transcrever uma passagem do livro que estou lendo: "ZOROBABEL: Reconstruindo o Templo", de Z. Rodrix.

"...Não entendo por que o sangue que corre nas veias de alguém possa trazer mudanças tão radicais: acostumado a conseguir por meu próprio esforço qualquer coisa que desejasse, nunca havia me preocupado com os motivos pelos quais alguém nasce rei e outro alguém não. As marcas que Deus coloca sobre os homens costumam ser de outro tipo: amigos sempre me importaram mais que parentes, e talvez por isso eu tenha preferido ser parte dessa irmandade (...). Se algum dia me tivessem perguntado o que me interessava mais, um irmão ou um amigo, eu diria "um amigo", porque amigos nós mesmos escolhemos, e irmãos, temos que aceitar os que a vida nos dá. Laços de sangue nunca tinham sido minha prioridade, e sempre que pude escolher entre meus amigos aqueles que me interessava ter como irmãos, fui muito feliz."

(Zé Rodrix)

É, exatamente, o que eu sempre carreguei dentro de mim.

E vocês?

  • criado por  vania.teles criado por vania.teles
  • Postado em 08:17:50

Chegando a alguma conclusão...

Como disse anteriormente, criei esse blog sem ter a menor noção do que eu queria dizer com ele. Por ser o título dele um verso do poema "Lua Adversa",  de Cecília Meireles, decidi postar trechos de livros que tenham me causado reações das mais diversas. Alguns eu amei, outros eu achei interessante, uns me chocaram, outros eu discordei veementemente. Mas nenhum passou despercebido. E eu queria muito saber a opinião de vocês sobre eles.

Não será sempre assim, esta decisão não é um compromisso. O blog é livre, assim como livre é a minha vontade de escrever ou não. Sobre livros ou não. Tenho certeza que aqui vão aparecer letras de músicas também. As coisas estarão sempre mudando por aqui. Até porquê eu "tenho fases, como a lua".

  • criado por  vania.teles criado por vania.teles
  • Postado em 06:58:28

07.05.06

Chegando...

Tô chegando aqui e nem sei ao certo o que vou escrever. Vou deixar rolar e ver o que vai acontecer.
  • criado por  vania.teles criado por vania.teles
  • Postado em 11:32:48